quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Darci Motta - Estilo de Estância

Darci Motta Ramires,


Um ídolo e inspiração a todos os ginetes, nascido e criado em São Gabriel, RS.
já com seus 61 anos de idade e trabalhando de capataz em uma estância no interior de São Gabriel, no distrito do Tiaraju.

O homem rudi, legitimo homem do campo, bombacha larga, gineteava atirado pra frente, onde botava a espora não tirava, dificilmente caia de cavalo e ao passar dos anos foi se desenvolvendo na técnica do uso do talero.




Com a vida no campo e rodeios criou muito bem seus filhos, Vitor Ramires, 36 anos e Vaguener Ramires, 27 anos e com muito orgulho hoje desfruta do convívio dos netos, Maria Alice, 10 anos e João Vicente, 4 anos.
No pelo ou no basto oriental, ali estava. Até se arriscou no basto aberto e na gurupa, mas não era seu forte.


1. Quantos anos iniciou a competir?

15 anos, profissionalmente.

2. Quem o incentivou?

Foi por minha própria vontade, sempre gostei desta arte.

3. Quais os melhores ginetes que conviveu?

Os Silvas, Aníbal e Gabriel, José Machado "Neguinho", entre outros tantos, mas estes sempre foram destaques.

4. Quais os melhores cavalos, mais duros que parou?

Tostado Rosinha, da Tropilha de Jaime Pietro e Badana da Tropilha da Floresta.




5. Quantos invictos quebrou?
Foram muitos pois me foge da memória alguns nomes.

6. Qual a diferença de antigamente para agora?

Hoje o pessoal está mais profissional, treina mais preparo físico pois antigamente não existia tantos rodeios como se tem hoje pois o pessoal de antigamente era mais do campo, homens que viviam em estância domando e o treino era o dia a dia.

7. Quais os principais títulos?

Foram vários mas os que mais me marcaram foi o 4x da Estância do Minuano em Santa Maria RS e o Rodeio dos Campeões de Lavras do Sul RS, entre outros, mas estes foram os mais duros de ganhar.

8. Destaque dois ginetes diferentes?

Aníbal Silva e Gabriel Silva.

9. Quais as melhores tropilhas que teve o prazer de conviver?

Tropilha Floresta e a Tropilha de Raul Benício Artur de Vichadero que levava cavalos nos 2 principais rodeios internacionais da época, Vacaria, RS e Semana Crioula de Bagé, RS.

10. Histórias?

 - Ahhhh são várias que se fosse contar daria pra escrever um livro, histórias de muntas, cavalos veiacos, rodeios, etc... (Sorrisos).

Volta de Honra: (aqui vem coisa boa ainda), aguardem.

11. Mande um recado para os que se inspiram no senhor?

Sigam sempre os seus sonhos e nunca desistam daquilo que almejam.








Colaboração e agradecimento especial: Taísa (Nora), Vaguener (Filho) e Xiru Azambuja.




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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Índio Ribeiro, eternizado na gineteada

Ivan Francisco Ribeiro, apelidado de "Índio"

Nascido em 1979 e criado na cidade de Lages e que por força do destino nos deixou tão cedo, deixa dois descendentes, Francisco e Amabli.

Índio? Porque ele era muito franzino, sempre cabeludo, melenudo, andava muito sem camisa e sempre que podia andava a cavalo em pelo.



De família humilde sempre lidou e conviveu no meio do cavalo. No costado dos homens domadores e ginetes da região, em especial o Edson Vieira "Patacão", uma figura conhecidissima da serra catarinense.

Começou a ginetear com mais ou menos 12 anos, escondido... Pois os homens daquela época muito sistemáticos não deixavam ele nem assistir as gineteadas campo fora. Assistia escondido, até que um dia de tanto incomodar os ginetes mais antigos o deixaram montar uma égua afamada da região, e com 12 anos já parou ela.

Ganhador de seis motos, uma em Canelinha sacando o invcto do famoso Último Gole (na época vindo da Tropilha da Floresta direto pra Tropilha Aparecida de Tijucas de propriedade de Alexandro).

Em 2011 ganhou um carro no Herval onde um ano antes já havia sido Vice Campeão.

Ganhou uma moto em Joinville onde na voz de Patrick Freitas se eternizou o "ééé d'acavalo Ivan Ribeiro ... ééé d'acavalo Ivan Ribeiro", parando o até então invicto Gaúcho da Trop. Praiana.


Ivan Ribeiro morreu com 32 anos no dia 6 de novembro de 2011 no seu próprio Centro de Treinamento e doma em lages. 
Vítima de uma fatalidade, seu sobrinho foi passar um cavalo no açude e acabou caindo na água, Índio saiu correndo pra salvar ele, como o fez, empurrou seu sobrinho pra barranca mas acabou afundando. 
Segundo os médicos como era um verão de calor intenso, a provável causa da morte foi choque térmico, rompendo as veias do coraçao, e consequentemente o afogamento.   

Vem de uma familia de 4 irmãos, sendo Ivan o segundo mais velho.Três homens e uma mulher, que vem a ser a mãe do sobrinho que Índio salvou.    

Ivan também Fez história nos campos de doma dos irmãos Riceto da Tropilha La Setenciada, no desafio dos 10 em Minas y Abril no Uruguay parando uma baia com uma exagerada rienda larga e aberta. 
Único homem naquele ano a passa uma rédia em um cavalo la no Uruguai.                    

Quando morreu vinha se recuperando de uma lesão e ia montar seu último rodeio na Vacaria de 2012, ia se aposentar e se dedicar somente a doma e treinamento.

Seu irmao "sebo" ... Herdou o apelido de Índio  e se destacou como uma das vozes e guitarron no grupo Quarteto Coraçao de Potro, deixou o grupo a pouco tempo e esta com um projeto novo. 








Rogério Villagran,

Existem pessoas que escrevem a sua historia com muito pouca coisa... Eu conheci um homem que escreveu a sua, apenas com um par de esporas de ginetear em pelo e uma rédea pescoceira!!!! Apenas isso!!! Ele era índio!!!! Os índios são exímios cavaleiros apenas saltando em pelo sobre o lombo do cavalo... E este índio que eu conheci era o melh...or de todos!!! Não sei de qual tribo ele era, mas sei que todas as outras “tribos” o idolatravam e admiravam... Muitos queriam ser índio que nem ele!!! Ser o índio que ele era, ter a mesma coragem, a mesma destreza, saber das manhas que só ele sabia... Ter, da mesma forma, o domínio que ele tinha sobre os seus objetivos, quando lentamente ele caminhava na direção do palanque onde lhe esperava, atado, mais um capitulo da sua estória, que ali continuaria sendo escrita!!! Um cavalo aporreado!!! Poderia ser qualquer um... Poderia ter qualquer pelagem... Desde que fosse muito veiaco!!! Que tivesse um nome que intimidasse... Que fosse desafiador... Que tivesse fama... Que fosse invicto...Que fosse uma topada dura...e alem disso tudo, que fosse muito veiaco!!!! Por que assim ele poderia dar continuidade a sua história... Gineteando!!!! Eu vi este índio ginetear... E agora vejo o quanto, foi importante aquele grito que eu dei, junto a tantos, que também gritaram na beira da cerca... Não froxa Indio!!!! Quando a mão do palanqueiro puxou a soga ali no seu pedido de “solta”... Muitos tombos, Muitísimos triunfos...isso tudo faz parte de uma história!!!! História de quem gineteava muito... Um homem muito de a cavalo...um ser humano perfeito!!!! Com todos os defeitos e todas as qualidades que todos nós, temos o direito ou obrigação de ter... Creio que isso sim, faz uma pessoa ser perfeita!!!! Eu lhe admirava muito, lhe tinha um carinho enorme... Era um índio amigaço!!! Um índio gaúcho!!! De poucas palavras, mas palavras verdadeiras... E, porém muito irreverente quando podia ser!!! Alguém que sei que tinha o mesmo respeito por mim... Sempre dizendo: Rogério, quando vier a Lages aparece la por casa pra tomar um mate!!! Sempre vou dar muito valor a sua imagem e a sua história, ainda mais porque sei, que ela foi escrita apenas com um par de esporas de ginetear em pelo e uma rédea pescoceira...isso é para poucos meus amigos!!!


Robson Vieira Juca

Numa tarde dias após o rodeio do Herval

"Eu tava no galpao limpando as cocheiras e o Índio chegou no corredor e se sentou num balde velho que tinha e como de costume o homem não comentava de gineteada, sistemático que só ele... Depois de uns 15 ou 20 min de conversa ja que ele não falava me obriguei a perguntar como se tinha andado no rodeio do Herval...
Indio respondeu; "Deu boa, andei bem!" Baixou a cabeça e se aquietou. 

O "cara" agoniado pra saber como tinha dado o resultado, se tinha premiado no rodeio, perguntei como foi e se pegou prêmio...
Indio respondeu; "Este ano deu boa, ganhei o rodeio dos home"...
Quando salto pra fora do galpão pra dar um tchau a Índio me deparo com algo novo, ali estava o automóvel zero km, prêmio do Internacional do Herval!

Rafael Arruda,

Convivi pouco com ele. Nao tão pouco, mas pela pessoa que era queria poder ter convivido muito mais. 
Um homem muito tímido, humilde , muito quieto. Bem quisto e bem visto por todos. Quem um dia ouvio falar em gineteada parava pra ver Índio Ribeiro montar... Um estilo diferente, melenudo, bombacha larga e chapeu tapeado. Rasgava uma rédia larga num estilo "elegante" de ginetear. 
Ali era o palco dele... foi pra ginetear que ele nasceu!
 Dificilmente caia de um cavalo, e quando não o parava... Sempre saia em pé! Rara a vez que um cavalo colocou Índio Ribeiro de todo corpo no chão. 
 Podem surgir muitos redieros na cidade de Lages... Como teve Júlio Cesar Gamborge, na sua época e Adalmir Arruda "Porvinha", nos dias de hoje, entre outros... Mas igual a Ivan Ribeiro... não existirá ninguém!


Júlio Gamborgi,

Uma pessoa amiga, honesto, trabalhador.
Pra mim era dos homens mais ginetes de rédea que pintou por aí, até acho que ainda não tem igual a ele de rédea.







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Aguardem que vem aí a lenda Combate!